Quando se fala em inventário, a maioria das pessoas pensa em um processo demorado e burocrático.
Mas essa visão é superficial.
O inventário é, na prática, um dos momentos mais sensíveis e caros para qualquer patrimônio familiar.
E o problema não está apenas no tempo — está no impacto financeiro e estrutural que ele gera.
O que realmente acontece no inventário
O inventário é obrigatório sempre que há bens em nome da pessoa falecida.
E ele envolve, necessariamente:
- Levantamento completo do patrimônio
• Avaliação dos bens
• Incidência de ITCMD
• Pagamento de honorários advocatícios
• Custas judiciais ou cartorárias
Isso não é opcional.
É imposição legal.
O ponto crítico: a base de cálculo
Um dos aspectos menos compreendidos é a base de cálculo do imposto.
Na maioria dos casos:
👉 o ITCMD incide sobre o valor de mercado dos bens
Isso significa que:
- O imposto pode ser significativamente maior
• Há impacto direto na liquidez da família
• Pode haver necessidade de venda de bens
A perda que não aparece na conta
Além dos custos diretos, existem perdas indiretas que muitas vezes são ignoradas:
- Imóveis ficam indisponíveis
• Aluguéis podem ser comprometidos
• Negócios perdem continuidade
• Decisões são tomadas sob pressão
E, em muitos casos, a família é obrigada a vender patrimônio — não por escolha, mas por necessidade.
O fator emocional: onde o Direito não alcança
O inventário também expõe fragilidades familiares:
- Divergências entre herdeiros
• Questionamentos sobre divisão
• Conflitos de interesse
E o mais importante:
não há estrutura prévia para resolver esses0 conflitos.
Conclusão
O inventário não é apenas um procedimento jurídico.
É um evento que pode comprometer o patrimônio, a liquidez e a harmonia familiar.
Evitar o inventário não é sobre “facilidade”.
É sobre preservar o que foi construído.
Quem se antecipa organiza.
Quem não se antecipa, paga o preço.
📍 Goularte Advogados Associados





